[GILVAN FREIRE] Forças poderosas se unem para empurrar Ricardo para os abismos


Destino e sorte são dois atributos dos homens. Talvez seja mais razoável admitir que é a sorte, e não o destino, um dos atributos. A sorte pode ser vista – ela se mostra. Já o destino é sorrateiro, misterioso, quase sempre associado às tragédias, não se exibe, ataca de súbito.

Não custa entender, contudo, que a sorte e o destino se cruzam e, às vezes, se confrontam. A sorte vence quase sempre, mas ninguém foge do seu destino. É como se o destino fosse a própria morte, porque ninguém escapa dela. Dramático , né ?

Nisso a política é uma arte de sorte. Ao contrário da vida em si e das guerras, onde só se morre uma vez, na política é possível morrer várias vezes. Morre e ressuscita, resuscita e morre, até morrer sem volta.

RC, há dois anos do término de seu mandato de governador, usou e abusou da sorte. Fez o que quis e faz o que quer, sem levar em consideração a sorte dos outros. Parece que não tem destino, só sorte – e os outros, só destino. Mas, agora, tendo chegado ao cume dos montes, pode está diante da descida.

A eleição na Capital, onde se juntam forças poderosas para empurrar RC para os abismos, certamente aproveita o cansaço de seu governo e o mau uso de sua sorte, que serviu só para si mesmo e para mais ninguém. É possível que ela sirva agora a outros sortudos. Eles se unem para ter melhor sorte. E o que sobra a RC é o destino, insondável, enigmático, inquietador.

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