Ano novo!… Vida nova!… Fala-se sempre que o tempo passa veloz. Pura invencionice! Não é o tempo que passa, somos nós que passamos no tempo sem que nos apercebamos de que a vida é breve e deve ser vivida em sua plenitude, sem desperdício ou sem ter o que fazer.

Dorival Caymmi dizia que “é doce morrer no mar”. Duvido muito! Bom mesmo é viver na terra que sempre nos serviu de berço. E não faz mal; do contrário, faz bem reviver e recordar outros tempos em que “éramos felizes e não sabíamos”. Lembranças que me vêm da infância/adolescência quase sempre estão vinculadas à música.

Daí, hoje, me vem à memória que, nessa passagem pelo tempo, me recordo agora da época em que ouvíamos músicas em um gramophone, que depois passou a ser chamado de vitrola, aparelhos que, a cada disco tocado, necessitava de que se lhes trocasse a agulha. Daí para a radiola foi um pulo, sem esquecer que, entre os dois aparelhos, havia a improvisação de ouvir música interligando um toca-discos a um aparelho de rádio, necessitando-se para isso de duas caixas de som, por pequenas que fossem.

Somente tempos depois é que apareceram o tape deck, o equalizador, as potentes caixas acústicas, transmitindo-nos, incialmente, um som mono e, logo após, um estéreo, ou mesmo um som quadrifônico. Os discos da época eram os que hoje são peças de museu – 78 rotações – os famosos discos de cera, com apenas duas músicas gravadas, uma de cada lado – lado A e lado B. Então, surgiram os long-plays, os conhecidos LPs inicialmente com dez polegadas, comportando oito/dez músicas, metade de cada lado (A/B), hoje mais conhecidos e ressuscitados como vinil.

Nesse meio termo, apareceram os extended-pays (EP), com duas ou quatro músicas, metade de cada lado. Em paralelo, surgiram as tão lembradas fitas cassetes (K-7), que necessitavam de um toca-fitas ou, para quem podia, de um walkman, já no universo dos radiozinhos de pilha, estes ainda hoje bastante requisitados nas transmissões futebolísticas.

Agora, já vivendo os seus últimos dias, temos os CDs (Compact Disc), que já estão sendo substituídos pelo sistema de streaming, fruto da velocidade que nos está sendo imposta pela internet. As imagens cinematográficas, nós as conduzíamos para casa por meio das fitas VHS – Video Home System – e, logo após, pelos CVDs – Compact Video Disc – semelhantes aos antigos LPs, mas agora com som e imagem. Estes já não mais existem; foram substituídos pelos atuais DVDs – Digital Video Disc – e pelo moderníssimo Blu-ray Disc, cuja existência – já falam – está com os dias contados, devendo, muito em breve, ser substituídos pelos netflyx.

Mas, uma coisa é certa: a música jamais deixará de nos dominar a mente, trazendo sempre a recordação de dias idos e vividos.

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