Eu gostaria

A COLUNA SEMANAL DE RAFAEL HOLANDA

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Eu gostaria de falar bonito; usar expressões, que em cada frase escrita fosse necessário o uso de um dicionário para que pudesse ser interpretado o verdadeiro sentimento e realidade de cada palavra.

Eu gostaria de dizer coisas que demorassem a serem raciocinadas, de mostrar o belo exemplo de muitos que empregam palavras, onde o cigano mesmo com as cartas não conseguisse traduzir.

Eu gostaria de colocar as mais difíceis palavras para que ao pé da letra exprimisse um sentimento que quando se chegassem à conclusão as pessoas começassem a chorar.

Porém me fiz adepto das coisas que exprimem sentimentos simples, como uma lágrima que rola um grito que ecoa pelo vale da dor e chega ao ouvido de tantos.

Acredito que por estas palavras é que não tenho a força de alguém que fala, fala e no final nada se traduz de produtivo e nem servindo de um pouco de paz.

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Vida simples

Nos espaços da vida encontrei pequenas lacunas que me serviram de aprendizado, pela arte da medicina fui capaz de revelar o ponto critico de alguém que sofre, não tendo ninguém ao seu lado.

Atravessei rios turbulentos e barcos frágeis para encontrar uma maneira de compreender uma desesperança, de conciliar sofrimentos divididos e fazer valer a força da fé.

Aqueles que amam a dificuldade de entender com certeza nunca tiveram com um passo na morte e outro na vida para que com as mãos pudessem desenterrar aquele que se encontravam sepultados.

Na realidade reconheço as minhas limitações e neste jogo de palavras que exprimem sentimentos de altas definições eu procuro uma formula mais simples de exprimir verdades.

Mesmo me perdendo no vácuo dos que habitam no vale de Camões eu procuro dizer com pequenas palavras a arte de expressar sentimentos de tristezas que são sufocadas pelo vernáculo de um matuto do sertão.

ELIANE BANDEIRA

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