Dr. Chico Dutra, advogado

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Um infarto matou, no dia 11 de abril de 2004, em Cajazeiras, o advogado Francisco Dutra de Oliveira, Chico Dutra, como era mais conhecido nos meios jurídicos, educacionais e sociais da cidade. Ele tinha 85 anos, e era bastante integrado à vida social de Cajazeiras.

Natural do município paraibano de Brejo do Cruz, Chico Dutra passou a residir em São José de Piranhas, no ano de 1951, atuando como fiscal de renda do Estado da Paraíba. Nessa profissão, também trabalhou em vários municípios, entre eles, Campina Grande e Cajazeiras.

Em 1974, licenciou-se em Estudos Sociais, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras. Três anos depois, também pela FAFIC, licenciou-se em História. Em 1979, cursou Ciências jurídicas e Sociais(Direito), na Faculdade de Direito de Sousa, Campus da Universidade Federal da Paraíba. Entre 78 e 79, fez pós-graduação, com especialização em nível pós-universitário de professores para suplência-Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos, realizado pela Campanha de Escolas da Comunidade.

Na vida profissional, foi agente fiscal interino do Departamento da Fazenda, na Paraíba, fiscal de rendas da Secretaria estadual das Finanças, segundo suplente de Juiz de Direito da segunda entrância da Comarca de Cajazeiras, assessor para assuntos educacionais da Secretaria Estadual da Educação e Cultura, assessor para assuntos educacionais do antigo Colégio Hildebrando Leal, e agente judiciário na Advocacia de Ofício da Comarca de Cajazeiras.

Em Cajazeiras, recebeu várias homenagens, tais como: “Cidadão Cajazeirense”, concedido pela Câmara Municipal; Diploma de Honra ao Mérito, concedido pela Associação Universitária de Cajazeiras; “Personalidade Destaque”, recebido do Clube 1º de Maio, e Diploma de Honra ao Mérito, concedido pela Campanha Nacional de Escolas da Comunidade-CNEC, e pelo Ginásio Professor Hildebrando Leal.

Chico Dutra também era escritor. Publicou seu primeiro livro, em agosto de 2000, intitulado “O Homem e suas Nuanças”. Deixou outros prontos, mas não publicados. Era maçom do Grau 33, tendo sido venerável por três vezes, na Loja União Maçônica Cajazeirense. Participava de reuniões espíritas da Casa do Caminho, na cidade de Sousa, e contribuiu para a formação do Grupo Espírita “Os Cirineus do Caminho”, e fundação do Núcleo Espírita Allan Kardec, em Cajazeiras. Deixou 06 filhos do primeiro casamento, 26 netos e 37 bisnetos.

GAZETA DO ALTO PIRANHAS - ED. 279 (16 A 22/04/2014)
ELIANE BANDEIRA
5 Comentários
  1. marcio dutra Diz

    pena que pra família, sempre foi ausente e omisso, nunca ajudou a sua esposa, pelo contrário, e foi um avô distante dos netos.

  2. Benedito Dutra de Oliveira Diz

    Sr Cristiano, Bom Dia. Gostaria de deixar registrado os nossos sincero agradecimentos pela fiel e justa publicação da biografia do nosso pai Chico Dutra , come ele gostava de ser tratado. Falar da vida pregressa de Dutra levaria bastante tempo o que ensejaria a edição de um livro rico em fatos passados durante toda a sua vida de lutas,desafios e vitórias . Muito Obrigado. (benedit@espacialautopecas.com.br)

  3. Fabiana Dutra Diz

    Gostaria de agradecer a homenagem feita por essa página a meu avô Chico Dutra! Como neta de Chico Dutra gostaria de ressaltar que o comentário de que ele foi um foi um pai ausente não condiz com a verdade dos fatos, pois minha mãe (Rita) sempre relatou que apesar do meu avô ser “separado de fato” de minha querida avó Maria nunca deixou faltar nada para ela e suas irmãs e irmão. Reconheço que o contato físico pode não haver tido a intensidade e habitualidade desejada por filhos e netos, obviamente há de se reconhecer que não era tão simples ele se deslocar com muita frequência aqui para Campina Grande, mas nem assim deixou de transmitir valores para que suas filhas e filho se tornassem pessoas de bem. Ademais não podemos ter como parâmetro a terna, rotineira, amável e abençoada convivência que tivemos com nossa avó Maria que aqui sempre residiu. Por isso afirmo que, talvez até tenham sido poucas, mas tenho na memória suaves e agradáveis lembranças das visitas que Vovô Chico Dutra nos fez, especialmente em festas familiares e algumas “visitas surpresa”, quando chegava inesperadamente na casa de meus pais(algumas vezes em Barra e outras já aqui em Campina) ou lá em Tia Corrinha(Socorro Dutra), em seu “possante” cheio de adereços (lembro das redinhas nas janelas do carro até hoje ..).Por certo meu avô foi um homem de fibra que saiu da ignorância, do Poço da Onça, estudou, trabalhou muito, evoluiu como pessoa e, tenho certeza, fez o bem a muitas pessoas em Cajazeiras onde fixou residência. Dele herdei o gosto pelo Direito e digo sem hesitar que tenho orgulho de ser sua neta! Obrigada pela linda homenagem na página! Fabiana Dutra(neta de Chico Dutra e Filha de Rita sua primogênita).

  4. Fabiana Dutra Diz

    Gostaria de agradecer a homenagem feita por essa página a meu avô Chico Dutra! Como neta de Chico Dutra gostaria de ressaltar que o comentário de que ele foi um pai ausente não condiz com a verdade dos fatos, pois minha mãe (Rita) sempre relatou que apesar do meu avô ser “separado de fato” de minha querida avó Maria nunca deixou faltar nada para ela e suas irmãs e irmão. Reconheço que o contato físico pode não haver tido a intensidade e habitualidade desejada por filhos e netos, obviamente há de se reconhecer que não era tão simples ele se deslocar com muita frequência aqui para Campina Grande, mas nem assim deixou de transmitir valores para que suas filhas e filho se tornassem pessoas de bem. Ademais não podemos ter como parâmetro a terna, rotineira, amável e abençoada convivência que tivemos com nossa avó Maria que aqui sempre residiu. Por isso afirmo que, talvez até tenham sido poucas, mas tenho na memória suaves e agradáveis lembranças das visitas que Vovô Chico Dutra nos fez, especialmente em festas familiares e algumas “visitas surpresa”, quando chegava inesperadamente na casa de meus pais(algumas vezes em Barra e outras já aqui em Campina) ou lá em Tia Corrinha(Socorro Dutra), em seu “possante” cheio de adereços (lembro das redinhas nas janelas do carro até hoje ..).Por certo meu avô foi um homem de fibra que saiu da ignorância, do Poço da Onça, estudou, trabalhou muito, evoluiu como pessoa e, tenho certeza, fez o bem a muitas pessoas em Cajazeiras onde fixou residência. Dele herdei o gosto pelo Direito e digo sem hesitar que tenho orgulho de ser sua neta! Obrigada pela linda homenagem na página! Fabiana Dutra(neta de Chico Dutra e Filha de Rita sua primogênita).

  5. CONCEIÇÃO RODRIGUEZ GUISANDE DE MOURA Diz

    Prezados,

    Foi com imenso pesar saber dessa notícia da morte do Sr. Chico Dutra após 14 anos do seu desencarne.
    Esse senhor fez parte da minha infância pois era muito amigo do meu pai em Campina Grande. Meu pai se chamava Ramon Rodriguez Solla casado com Olga Rodriguez Guisande (espanhóis) que na sua chegada a Campina Grande em 1957 numa pensão conheceu seu o Sr. Chico Dutra.
    Meu pai veio para Campina Grande fazer a montagem da fabrica de óleo da SANBRA, onde ficou até 1969 depois foi montar em Petrolina uma fabrica para o Grupo Coelho.
    Morávamos a princípio em Campina Grande na Rua José de Patrocino onde sempre recebíamos a visita do ilustre Cajazeirense que ficava horas conversando com nosso pai sobre diversos assuntos da política a literatura, foram dois homens extraordinários de garra no trabalho como também empenhados sempre em estar sintonizados com todos os acontecimentos da época .
    Sr. Chico era muito querido por nossa família, somos oito filhos, adorávamos ouvir as suas histórias.
    Meu pai desencarnou em 2014, aos 85, anos e deixou um livro contando a sua história de vida no Brasil onde o Sr. Chico Dutra foi mencionado muitas vezes.
    Um abraço fraterno a todos os familiares.
    Conceição Rodriguez Guisande (e-mail conceicao@aeit.com.br)

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