Documentos de clubes ‘somem’ da Federação Paraibana de Futebol


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A Junta Administrativa que comanda a Federação Paraibana de Futebol desde 3 de abril convocou uma entrevista coletiva ontem à tarde para denunciar que uma série de documentos e equipamentos importantes sumiram da sede da entidade.

Segundo os interventores, ao menos um computador foi retirado, além de toda a documentação referente a clubes profissionais, ligas e clubes amadores.

A intenção dos interventores agora é convocar um técnico para analisar as imagens do circuito interno da Federação Paraibana para descobrir o autor do “crime”.

Eduardo Faustino Diniz, um dos integrantes da Junta, mas falando em nome do trio (Ariano Wanderley e João Máximo Malheiros Feliciano também fazem parte da Junta), diz que já tem uma ideia do que aconteceu, mas que prefere manter a cautela e não se antecipar aos fatos, até como forma de preservar as pessoas ligadas direta ou indiretamente ao futebol. Pelo menos até que as provas sejam evidenciadas.

“Mesmo sem ver as imagens, eu já imagino o que aconteceu. Mas não vou ser leviano. Nem vou fazer juízo de valor prévio. Prefiro esperar as gravações”, declarou.

O problema é que, de acordo com o próprio Eduardo Faustino, o computador de Rosilene Gomes, localizado na sala da presidência, é o único que se consegue visualizar as imagens do sistema interno da FPF. E esse está protegido por senhas.

Assim, a Junta Administrativa ainda está aguardando um técnico que consiga “invadir” o computador para se ter acesso irrestrito.

CARROS DEVOLVIDOS

A antiga diretoria da FPF devolveu ontem dois dos três carros que estão em nome da entidade. O outro veículo foi empenhado por causa de uma ação na Justiça.

TREZE, CAMPINENSE E CSP RESISTEM

Um total de seis clubes e quatro ligas paraibanas emitiram ao longo desta semana ofícios em que externam solidariedade à ex-presidente da FPF, Rosilene Gomes, e se posicionam contra a Junta Administrativa que assumiu a entidade.

Na lista, destaque para os dois principais clubes de Campina Grande, Campinense e Treze, e para o CSP; todos clubes que jogam a primeira divisão do Campeonato Paraibano e que também se posicionaram contra a mudança no poder da FPF.

Na verdade, com a exceção do documento emitido pelo Treze, que produziu um documento próprio, com texto próprio, após reunião que segundo o ofício aconteceu no último sábado, todos os demais clubes e ligas assinaram cópias de um mesmo documento. Em que se mudava apenas o nome da agremiação que apoiava a ex-presidente.

Neste texto, o apoio a Rosilene é mais explícito. Falam em “relevantes serviços prestados ao futebol paraibano” por parte da ex-presidente, declaram “apoio restrito” a ela, e expressam o desejo de um retorno rápido dela ao cargo, para a “necessária continuidade do seu mandato, para o qual foi eleita de forma democrática”.

Além de Campinense e CSP, esta versão foi assinada ainda pelo Sport Campina (que foi rebaixado do Paraibano 2014, depois de ter conseguido o acesso via convite) e por mais algumas entidades amadoras.

Diferente dos outros clubes, o presidente do Treze, Eduardo Medeiros, adotou uma postura diferente. O texto é menos explícito, nem mesmo cita o nome de Rosilene Gomes, mas não deixa de expressar solidariedade à ex-presidente. Segundo o documento trezeano, o Treze expressa “indignação de como se deu o processo de remoção da representante maior do futebol da Paraíba por gerar instabilidade administrativa em plena competição”.

GLOBOESPORTE.COM

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