Continua grave o estado de saúde da cajazeirense baleada no rosto pelo namorado


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O último boletim médico divulgado no final da tarde desta sexta-feira (25), pelo Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, confirmou que o estado de saúde da bacharel em Direito Érica Vanessa Lira, 31 anos, é considerado grave. Ela foi baleada dentro de casa e o namorado, que também é advogado, é o principal suspeito.

Segundo a unidade de saúde, a vítima deu entrada no hospital por volta das 22h dessa quinta-feira (24) após ser atingida com um tiro no rosto. Érica Vanessa, que é natural da cidade de Cajazeiras, Sertão do estado, passou por procedimentos médicos de emergência e segue internada na UTI.

De acordo com a Polícia Militar, a mulher estava no apartamento no bairro do Bessa, na Capital, na companhia do namorado quando foi iniciada uma discussão entre o casal. O homem teria sacado uma arma e atirado no rosto da vítima. A mulher foi socorrida para o Trauma de João Pessoa por uma ambulância do Samu

O suspeito de efetuar o tiro ainda não localizado. O caso foi registrado pelo delegado Bruno Victor, da Delegacia de Homicídios. Ele informou que houve indícios de luta corporal entre eles. “Havia algum indícios de luta corporal. As vestias dela estavam rasgadas na parte traseira. De fato, o companheiro dela é o principal suspeito”.

O caso

Mais um caso de violência contra a mulher foi registrado na Paraíba, dessa vez no bairro do Bessa, em João Pessoa. O caso aconteceu na noite da última quarta-feira, quando a tranquilidade de um pequeno edifício de apenas três andares foi mudada com uma discussão que levou a uma tentativa de homicídio.

Segundo informações da polícia e familiares da vítima, a bacharel em direito Érica Vanessa Lira, 31 anos, foi atingida por um disparo de arma de fogo no rosto, a bala entrou na região do nariz e se alojou na nuca. O principal suspeito do crime é um advogado, namorado da vítima. Ela se encontra internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Emergência e Trauma, na capital, segundo o último boletim divulgado no fim da tarde de ontem.

No apartamento de Érica Vanessa Lira, a polícia encontrou sangue espalhado pelo chão do quarto e do corredor que leva à sala. A janela aberta que a bacharel nunca costumava abrir tinha marcas da mão dela, já os lençóis da cama estavam espalhados e com sangue e cobriam as apostilas que Érica usava para estudar para a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Segundo o delegado de Homicídios, Bruno Victor Germano, a tentativa de assassinato aconteceu por volta das 21h da última quarta-feira. O delegado afirmou que possivelmente o próprio namorado da vítima telefonou para a polícia informando o crime.

“A gente suspeita disso porque nem os vizinhos tinham se dado conta do fato. A polícia chegou ao local cerca de 5 minutos depois”, disse.

De acordo com o delegado, a bacharel foi quem abriu a porta do apartamento para a polícia e no local havia indícios de luta corporal. “Ela estava com a roupa rasgada e possivelmente houve uma briga. Todos os indícios são para o namorado da vítima, mas não conseguimos ouvir isso dela, porque ela tentava falar, mas não conseguia”.

Vizinhos da vítima disseram não saber informações sobre o namorado dela. “Eu não o conhecia, mas também nunca ouvi nada estranho, nem briga nem nada deles. Só que ontem foi aquele movimento estranho, aquele choro agoniado, nós chamamos por ela e ela não respondia, quando eu desci a polícia já estava chegando”, relatou o engenheiro Nélio de Araújo, um dos vizinhos da vítima.

O delegado afirmou que um vizinho que preferiu não se identificar disse que às vezes o suspeito chegava embriagado, fazendo manobras perigosas com o carro em frente ao prédio.

A família da vítima, que mora em Cajazeiras, no Sertão, revelou que o casal estava se relacionando há apenas seis meses, mas parecia viver uma relação harmoniosa e feliz.

A mãe da vítima, Maria das Neves, relatou que constantemente conversava com a filha, que dizia estar feliz com o namorado, o advogado Itamar Montenegro, 35 anos.

“Eles planejavam uma viagem para a Argentina no dia dos namorados, estavam com a passagem comprada e tudo. A gente está sem entender ainda o que aconteceu”, finalizou.

3 Perguntas Para Maria das Neves Lira

JP: A senhora teve alguma relação com o namorado da sua filha?

Eu passei 3 dias em João Pessoa na Semana Santa. A gente viajou para o Rio Grande do Norte e ele me pareceu uma pessoa muito boa. Conhecemos a família dele, que inclusive é da igreja e tudo mais. Além disso eles estavam em um relacionamento que estava começando, tudo o que víamos era que tudo estava bem.

JP: Qual o estado em que a família ficou ao saber do ocorrido?

Nós ficamos sem acreditar. Estamos mal, indignados e surpresos. Eu estou me sentindo péssima com tudo isso, principalmente porque não imaginávamos nada. Eu só ouvia ela nas ligações dizendo o quanto estava feliz, cheia de planos e projetos.

JP: Como a família agirá agora?

Minha filha está mal, na UTI, com a bala alojada na nuca. Eu vou ficar aqui até que ela saia desse quadro, se é que ela vai sair, né? Esperamos muito que ela saia dessa e também que a justiça seja feita. A gente sabe como é nesse país, mas tenho certeza que se não for feita a justiça aqui, será feita no céu.

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1 Comment

  1. Celso
    29/04/2014

    Triste a notícia, mas parabéns pela reportagem. Melhor dos que os jornais “conceituados” da capital.

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