[CLEMILDO BRUNET] Os anos e a contagem do tempo…


“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” Sl. 90:12.

Quando criança a nossa vida era um paraíso porque não tínhamos a preocupação de ver o tempo passar e isso era muito bom. Havia quem cuidasse de nós. Nossos pais davam tudo para nos proporcionar uma boa educação para que no futuro pudesse garantir o nosso sustento e daqueles que viriam depois.

Ainda criança, alguém olha e diz: Como é novo, fofinho, uma beleza e por aí vai. De fato, a criança recebe tratamento assim. È o vigor da vida, o resplandecer do dia, a claridade do sol com toda intensidade. Assim somos nós quando criança. Não contamos os anos.

Outra época que não vemos o tempo passar é a juventude. A primavera da vida. Os sonhos de adolescente, o despertar do amor, troca de olhares em busca da garota ou do rapaz por quem se suspira; namoro só no pensamento! Faz o apaixonado dizer: Estou namorando fulano (a), porém, era apenas flerte, movido pelo o sentimento da paixão do coração juvenil.

Quando atingimos a fase adulta aí sim damos conta dos anos e do tempo que passa rapidamente. É hora da reflexão. Sempre nos vêm à memória a cada noite de Natal e Ano novo as doces lembranças de nossos pais, entes queridos e amigos que já não estão mais aqui.

Nem sempre de sonhos e fantasias se vive. Neste momento da passagem de mais um ano, a nossa consciência nos desperta para refletirmos o que acontece no mundo e ao nosso derredor. Violência em todos os lugares do planeta, desentendimento entre pais e filhos e vice versa, falta de amor próprio e ao seu semelhante e assim segue…

Uns querendo viver e lutando pela saúde, enquanto outros vendo seus sonhos destruídos e querendo encontrar motivos de tirar a própria vida. Uns trabalhando por uma causa justa e honesta e outros só maquinando o mal no intuito de acabar com quem só faz o bem.

O nosso universo está mergulhado tanto em ações benéficas como maléficas, (mais maléficas). Neste tempo em que acontece mais uma passagem de ano, é hora de atender o convite do escritor aos Hebreus: ”Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” Hb. 4:16.

Costumamos dizer que não somos escravos de ninguém; porém, somos escravos do tempo. No passado e no presente o homem sempre foi um escravo do tempo. Seu relógio pode parar- o tempo Não! Nós dormimos- o tempo não! O ano que vamos receber lhe chamam de novo, no entanto na contagem do tempo dentro em breve será velho para abrir espaço para o novo e assim sucessivamente; vai-se uma geração e vem outra.

A gente sempre acha e encontra motivos para dizer que as coisas do passado eram melhores. É claro, já passamos por elas! Na verdade há uma mudança no comportamento das pessoas nos dias hodiernos. Nem de longe se podem fazer comparativos entre a juventude de hoje com as das décadas de 60, 70 e 80. Há uma diferença enorme nos costumes, moda e preferência musical.

Quantas vezes eu pergunto. Vivo em outro mundo ou ainda é o mesmo? A resposta logo vem. O mundo está diferente no modo como vivi, ouvi e aprendi.  O tempo voa, até mesmo nas transformações dos seres humanos de ontem e de hoje.

“Geração vai e geração vem; mas a terra permanece para sempre”. Eclesiastes 1:4.

“Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é o novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós”. Eclesiastes 1:10.

*Jornalista e Escritor

Coluna: Comunicação e Rádio

Jornal Alto Sertão – Pág 09 dezembro/2014.

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