Árbitro relata em súmula que a torcida do Atlético de Cajazeiras jogou objetos em campo


A partida entre Atlético de Cajazeiras e Botafogo-PB – válida pela segunda rodada do Campeonato Paraibano e vencida pelo Trovão Azul por 1 a 0 – ainda está dando o que falar. Nesta sexta-feira, a Federação Paraibana de Futebol (FPF) divulgou a súmula do jogo, na qual o árbitro Antônio Umbelino relata atos de indisciplina da torcida atleticana, que atirou garrafas e latas no campo do Estádio Perpetão, em Cajazeiras.

De acordo com a súmula da partida, os objetos foram atirados no campo logo após um tumulto envolvendo jogadores das duas equipes. Aos 37 minutos do 2º tempo, quando os atleticanos já venciam por 1 a 0. Após a bola sair pela lateral, atletas das duas equipes se desentenderam, e, nesse momento, o preparador de goleiros do Belo, Austrália, entrou em campo e se envolveu na confusão, sendo expulso em seguida. Essas discussão aconteceram próximo ao banco de reservas do Belo, e esse local do campo foi justamente o alvo da torcida atleticana.

Na súmula, Antônio Umbelino relatou “que durante o tumulto, a torcida do Atlético que se encontrava por trás do banco de suplentes do Botafogo arremessou para dentro do campo de jogo, contra os jogadores e a comissão técnica do Botafogo, várias garrafas de água e latas de refrigerante, todas com líquido dentro” e “que algumas dessas latas e garrafas foram recolhidas pela arbitragem para servirem de prova material”.

Em seu artigo 213, o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) fala sobre as possíveis punições para esse tipo de conduta. A multa prevista é de R$ 100 a R$ 100 mil e, em casos em que “a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de levada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo”, o clube poderá ser punido com a perda do mando de campo de uma a dez partidas.

No entanto, há a possibilidade de o Atlético diminuir os riscos de ser punido pelo ato. No parágrafo terceiro do artigo 213, está dito que “a comprovação da identificação e detenção dos autores da desordem, invasão ou lançamento de objetos, com apresentação à autoridade policial competente e registro de boletim de ocorrência contemporâneo ao evento, exime a entidade de responsabilidade, sendo também admissíveis outros meios de prova suficientes para demonstrar a inexistência de responsabilidade”.

De toda forma, o Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba ainda não se pronunciou. Nem se sabe por ora se o caso será levado a julgamento.

GLOBO ESPORTE
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