Antonio Mangueira: fé, dedicação e trabalho


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Antonio de Souza Mangueira, filho de Antonio de Souza Mangueira e Vitória Rolim Mangueira, nasceu no dia 30 de maio de 1914, no sítio Serraria, próximo a Cajazeiras, com o nome de batismo de Fernando.

Ao ficar órfão aos três meses de idade, sua genitora, com a perda do seu querido esposo Antonio, pediu permissão a Dom Moisés Coelho, bispo da época e parente próximo, para crismar o infante com o nome do pai – Antonio.

Com o desaparecimento de seu pai, passa então o pequeno Antonio a morar com sua mãe e oito irmãos na Serra de São Pedro, no vizinho estado do Ceará, dedicando-se à agricultura e permanecendo por algum tempo. Com o desaparecimento repentino da sua mãe, veio com seus irmãos para a cidade de Cajazeiras tentar outras condições de vida.

Carreira – Após ter adquirido conhecimentos nos serviços de eletricidade com seu irmão mais velho Inácio, ingressou, em 1937, como eletricista, na Prefeitura Municipal de Cajazeiras, junto à companhia de eletricidade local, cuja sede funcionava no final da Avenida Presidente João Pessoa.

A partir de então, começa sua carreira vitoriosa, como bom e competente profissional, responsabilizando-se pelo fornecimento de energia elétrica para a cidade.

Em 1942, casou-se com Francisca Saraiva Mangueira, com quem teve nove filhos (Alcy, Aldeci, Aldenor (Dodô), Agenor, Aldevan, Aldeir, Alcineide, Aldemir e Adailton), educando-os à sombra da religião católica e do amor de Deus.

Em 1943, transferiu-se para a cidade cearense de Juazeiro do Norte, onde trabalhou por dois anos como eletricista na companhia de eletricidade daquela cidade, retornando a Cajazeiras em 1945, com o propósito de instalar a Oficina Nossa Senhora Auxiliadora, onde trabalha até hoje.

Sua vocação obstinada pela eletricidade o fez eletricista de automóveis; sua inteligência, curiosidade e criatividade foram seus únicos professores.

Com o advento da luz elétrica de Coremas e depois de Paulo Afonso, vieram as indústrias, as eletrobombas, os motores elétricos, as máquinas modernas. Nesta época, seu Antonio dedicou-se ao rebobinamento de motores, atividade que exerce aos noventa anos de vida, plantada na honestidade e retidão.

Seu espírito de vencedor o fez absorver conhecimentos, subjugando os desafios das novas técnicas. Antonio Mangueira não é apenas um eletricista e sim um Mestre. Seus ensinamentos fizeram de seus auxiliares verdadeiros técnicos, a exemplo de seus filhos.

Homenagem – Em maio de 2001, aos oitenta e sete anos, recebeu da Acic – Associação Comercial e Industrial de Cajazeiras, o diploma de “Honra ao Mérito”, como reconhecimento pela sua colaboração com o desenvolvimento empresarial de Cajazeiras.

Faleceu em 2010, aos 96 anos, no Hospital Santa Terezinha, em Sousa, sendo sepultado em Cajazeiras.

COM INFORMAÇÕES DO GAZETA DO ALTO PIRANHAS - ED. 285 (28/05 A 03/06/2014)

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