Aliança em torno de Cartaxo incomoda e Ricardo passa a atacar adversários que foram seus aliados


O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), reagiu hoje com contundência ao ser questionado pela imprensa a respeito da formação de um “chapão” em torno do atual prefeito Luciano Cartaxo (PSD) que disputará a reeleição.

A aliança do PMDB, PSDB e PSD, em torno da candidatura de Luciano Cartaxo, deixou o governador desorientado porque ele sabe das dificuldades que este fato cria para a candidatura da professora Cida Ramos. O governador anda uma pilha de nervos.

Ele disse que a composição é feita de “ódio concentrado”, numa referência à aglutinação de seus adversários mais ferrenhos, como o senador Cássio Cunha Lima e o ex-deputado Marcondes Gadelha (PSC) que chegou a lhe chamar ontem de tirano, dizendo temer que o PSB conseguisse acumular a gestão municipal com o governo do Estado.

“Eu acho bom que se juntem mesmo porque o povo vai poder dizer se quer o ódio concentrado, dos que passaram e não fizeram, do pensamento ultrapassado na política ou se vai querer a decência, o trabalho e o compromisso de uma pessoa com a vida ilibada como é Cida Ramos. É uma escolha muito interessante para a consciência política do nosso povo. Esses que se juntam em função do ódio não estão à altura do povo do nosso Estado”, disse ele.

Ricardo evitou comentar a possibilidade de o PMDB se aliar ao “chapão” de Cartaxo e disse que Cida Ramos tem arrebanhado uma série de partidos maior do que a que ele conseguiu em 2004, quando disputou a prefeitura de João Pessoa pela primeira vez: “Quem tem que responder sobre o PMDB é o partido. O PSB está nas ruas construindo seu programa de governo e Cida Ramos é uma gigante. Temos uma boa aliança e maior do que eu tinha em 2004. Todo mundo dizia que a gente perdia”, resumiu.

Em outro momento, o governador foi indagado sobre a renúncia de Manoel Júnior à pré-candidatura pelo PMDB: “Você acha que eu vou perder meu tempo falando sobre a retirada da candidatura de Manoel Junior? Pelo amor de Deus, eu tenho mais coisas a fazer. Manoel Júnior deve ter seus problemas lá pro lado de Eduardo Cunha, pro lado daquele povo todo. Eu não, eu estou aqui trabalhando e acho que todo mundo tem o direito de entrar e sair. Mas isso é um problema dele e não meu. O ódio que ele alimenta, eu já expliquei aqui, que é o ódio da velha política e esse é o ódio principal que tem na Paraíba. Não é um ódio simplesmente pessoal não, é o da velha política, porque a nova política desvenda os ultrapassados, desvenda os que não tem a prática republicana. A nova política faz com que o povo tenha mais acesso aos seus direitos, não é favor de quem governa não”, declarou.

Finalmente, o governador tratou do Viaduto do Geisel, obra que chegou a ter recursos retirados pelo governo federal e brincou, dizendo que ele será realizado nem que tenha que pedir aos cidadãos de João Pessoa que contribuam com “Um Real”.

“Eu tenho uma certeza: nem que eu chame o povo de João Pessoa para contribuir com um Real cada um, esse viaduto sai. Porque tem muita gente trabalhando contra e tem gente na política da Paraíba fazendo isso de uma forma explícita. Essas pessoas não podem representar ninguém porque a política tem seus limites éticos”.

GIROPB

RICARDO-OLHO

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