Abrigo Luca Zorn completa 20 anos de reabertura; mulher de 116 anos mora no local


No dia 22 de outubro, o Abrigo de Idosos Luca Zorn completa 20 anos de reabertura. A data vai ser celebrada com uma missa presidida pelo bispo e um coquetel com música ao vivo. A comunidade será a principal convidada, mas especialmente aqueles que ajudam a manter esse importante lar que realiza um trabalho beneficente sem fins lucrativos e por isso precisa tanto do apoio da sociedade.

A data celebra 20 anos de reabertura, mas o Abrigo de Idosos Lucas Zorn existe há muito mais tempo. De acordo com a diretora do abrigo, dona Fátima Cruz, ele foi fundado em 1973 pelo padre Giuliano, então administrador da Paróquia São João Bosco, e pelo casal de italianos André Zorn e Vana Zorn – o nome Luca Zorn é em homenagem ao filho do casal.

Acontece que 10 anos após a sua fundação o abrigo foi fechado, passando 14 anos inativo e só voltou a funcionar em 1996 graças a dona Fátima, que topou o desafio de reabri-lo apenas com ajuda de doações. Hoje, a casa mantém 20 idosos sob os cuidados de uma equipe dedicada tanto na manutenção do local quanto no tratamento dos velhinhos.

Fátima Cruz relata que muitos deles chegam ao abrigo depois de serem abandonados pelos seus familiares. É aí que entra o papel da equipe cuidadora, que passa a ser a nova família dos idosos.

“A gente se doa totalmente a eles aqui. Todos nós vivemos em prol deles aqui dentro do abrigo. E graças a Deus que as pessoas gostam desse nosso trabalho, e tudo que a gente faz aqui é com a ajuda do povo”, conta a diretora.

Entre os 20 idosos que vivem no abrigo está dona Umbelina, a que mais chama a atenção pela sua idade. Com 116 anos – que podem ser comprovados por documentos -, ela é uma das mulheres mais velhas do Brasil. Provavelmente é a segunda mais velha, pois há registros de uma senhora de 120 anos no Paraná.

Dona Umbelina e os demais idosos estão no abrigo não por opção, mas pelas circunstâncias. Dona Fátima explica que o ideal seria não haver abrigos de idosos e que eles fossem cuidados pelas suas famílias, mas infelizmente na maioria dos casos eles são abandonados.

“O abrigo sempre lutou para que o idoso estivesse coma sua família. Muitos vêm pedir uma vaga, mas quando a gente vê que dá pra eles cuidar, a gente mostra todos os meios e até ajuda.”

umbelina-116

1 Comment

  1. Carlos Alberto Costa Barbosa
    14/10/2016

    Belo trabalho – Parabéns. A propósito, nos anos 60/70 existia em Cajazeiras, por trás do Hospital Regional, uma Instituição de apoio aos tuberculosos, onde atuava o Dr. Antônio Augusto Araruna.
    O tratamento dos casos mais graves era mediante internação, mais a maioria domiciliar. O Governo disponibilizava os medicamentos , mas eles só podiam toma-los caso se alimentassem com regularidade, o que nem sempre acontecia.
    Dentro do seu espírito de servir, o Lions Clube de Cajazeiras, onde atuava o Dr. Antônio, desenvolveu por muitos anos uma campanha voltada para doar feiras a esses doentes carentes. Um trabalho que merece ser lembrado.

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