Cajazeiras-PB, 13/12/2017
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A proeza de Chico Branco

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Chico Branco morava no Sítio Riacho da Lagoa e estava com a parteira fazendo serviço de parto na esposa, de madrugada o negócio complicou, então a parteira pediu um médico urgente para ajudá-la e exigiu que fosse  Dr. Deodato Cartaxo que não trabalhava de graça e tinha o costume de gratificar as indicações que lhe eram feitas.

Chico Branco não consegue localizar Dr. Deodato e desobedecendo a parteira vai atrás de Dr. Waldemar que não cobrava de ninguém e atendia de bom grado quem o procurasse, podia ser de madrugada, meia-noite ou qualquer hora.

Como era esperado lá vai o abnegado Dr. Waldemar para o sítio resolver o problema do parto. No caminho, Chico Branco não tendo o que fazer, comenta que tinha procurado Dr. Deodato e não tinha achado. Dr. Waldemar comenta bem sentido: “Ai é, quer dizer que a preferência era Deodato, mas como não achou…”. E o assunto mudava, mas quando voltava o silêncio, ele comentava novamente: “Ai é, quer dizer que a preferência era Deodato, mas como não achou…”. Chico Branco queria até dar na própria língua, mas já tinha dito.

Ao final do trabalho de Dr. Waldemar, Chico Branco pergunta quanto custou o serviço? E ouve uma resposta altamente inesperada:

– Um mil e quinhentos cruzeiros…

Chico Branco toma até um susto já que esperava ser como de costume, ou seja, o serviço gratuito, sem outro caminho mete a mão no bolso, quando ver que só tinha setecentos cruzeiros.

– Dr. eu só tenho setecentos…

– Não tem problema, responde Dr. Waldemar.

Dr. Waldemar pega o dinheiro, pondo nas mãos abertas com as palmas pra cima para olhar melhor o dinheiro e exclama:

– Eu não devia receber, mas a preferência era Deodato… tome bolso!

DO BLOG DO CLAUDIOMAR ROLIM

SOBRE Christiano Moura

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